quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sanatorio de Valongo- Portugal


O Sanatório de Valongo, construído em 1910 para abrigar pessoas com tuberculose. A doença estava começando, era altamente contagiosa então eles construíram o hospital para abrigar umas 50 pessoas, dar descanso a elas e afastá-las do resto da população.

Acontece que a Tuberculose se transformou numa epidemia, e o sanatório ficou superlotado com 150 pessoas. Então eles aumentaram o hospital, com cinco andares e capacidade para receber até 500 pacientes da Praga Branca.




O lugar era perfeito com varandas enormes para os doentes pegarem ar mesmo em dias de chuva, já que a doença ataca o pulmão. Médicos dedicados que arriscavam suas vidas para cuidar dos pacientes. Mas a doença era cruel, não tinha cura e no sanatório morreram mais de 63mil pacientes.

Quando descobriram os antibióticos veio a cura da Tuberculose, a doença foi erradicada e o sanatório de Valongo fechou as portas em 1961. Tentaram reabrir as portas em 1962 como um asilo para idosos, mas ele logo fechou com acusações de abusos dos pacientes.



E hoje em dia ele é tido como um dos lugares mais assombrados de Portugal.



Um comentário:

  1. A história deste sanatório não é bem aquela que lhe terão contado... O sanatório que surge nestas imagens era conhecido pelo "Sanatório Montalto". Ficou instalado numa zona de serranias perto de Valongo e não muito distante de outras localidades como Gondomar e, sobretudo, São Pedro da Cova à qual também é associado.
    Tratou-se de um projeto moderno muito promissor quando foi concebido por volta de 1930. A sua construção iniciou-se em 1932. Todavia, só foi inaugurado em 1958, sendo, por isso, o último sanatório a ser inaugurado em Portugal. Recebeu os primeiros doentes em Outubro/Novembro de 1958, num tempo em que, no resto do mundo ocidental, a situação se desenrolava em sentido contrário, ou seja, já se previa o esvaziamento e consequente encerramento dos sanatórios, em especial os localizados longe dos centros urbanos. Acontece que, em Portugal, as coisas, mesmo em matéria de cuidados de saúde, evoluíam a um ritmo mais lento.
    Razões para ter demorado 26 anos a ficar aberto ao público? Várias... As obras foram interrompidas diversas vezes, principalmente por falta de financiamento a tempo e horas. A Segunda Guerra Mundial atrasou e suspendeu muitas obras em Portugal. A tutela da obra em curso também andou de mão em mão. Depois, a existência de minas a funcionar a poucos quilómetros dali também colocou alguns problemas quanto ao abastecimento de água.
    O resultado final, apesar de tudo, não foi de menosprezar, apesar de o projeto inicial ter ficado algo desatualizado. Havia o edifício principal, com vários andares e bem guarnecido de luz e arejamento, como convinha a uma instituição dedicada ao tratamento da tuberculose. Havia também uma lavandaria, uma morgue, uma pequena escola e duas capelas. Uma delas era privativa do sanatório e acedia-se pelo seu interior, apesar de haver entradas secundárias para o exterior. A outra era afastada do edifício principal e localizava-se num terreno um pouco mais acima do sanatório.
    Há informações que referem que este sanatório só encerrou depois de 1974. Mesmo assim esteve aberto menos tempo do que aquele que levou a ser construído... Irónico, não?
    A partir do seu encerramento, começou a penosa e total degradação deste espaço, até ficar na situação lastimosa, arruinada e insalubre em que atualmente se encontra. Foi vandalizado, roubado, sujado e incendiado. É um local pouco recomendável. Há quem o utilize para ensaios fotográficos e exercícios de "paintball".
    Quem conheceu aquele lugar nos seus tempos de atividade, acha-o irreconhecível. É impossível, sem ter uma planta ou um esquema, saber onde funcionava este ou aquele serviço. A segunda fotografia deste blog mostra uma perspetiva da escadaria interior. Tudo indica que, naquele espaço do meio, tivesse existido um ascensor... Hoje só restam paredes sujas.
    Mesmo a serra à volta, pouco ou nada tem a ver com a zona arborizada em que o antigo sanatório se instalou originalmente. Terão sido os fogos a dar-lhe este aspeto algo inóspito. Só existe um pequeno aglomerado de árvores à volta do edifício principal. Serão talvez as "descendentes" das que antes cobriam os montes circundantes.
    A história que lhe contaram é apaixonante e empolgante, mas não se refere ao sanatório em questão... Todavia, é verdade que é considerado um local "assobrado", onde vão certos "especialistas" na matéria fazer investigações, sobretudo à noite.

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